sábado, 29 de outubro de 2011

hora nova

Não se esqueçam de acertar os relógios...


podemos dormir mais 1 hora!...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

outros tempos ?!....

"... Esse homem nasceu nas berças, passou pelo seminário, foi para Coimbra. Que mais queriam? Volúvel, Henrique Mendonça via agora em Salazar o produto típico da universidade coimbrã. Olha para as praxes dos estudantes, ficas a saber tudo sobre prepotência e tirania. Ah, como eu odeio Coimbra, berrava ainda mais alto o Mendonça, o berço da medíocre e burocrática burguesia nacional.  ...."

Maria Isabel Barreno, in Crónica do Tempo, Editorial Caminho, 1990

terça-feira, 18 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Casa da Escrita




Esta manhã fui, finalmente, visitar a Casa da Escrita.
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Faz parte da sua história o facto de ter sido a habitação do poeta João José Cochofel.
Faz parte da minha pequena história o facto de lá ter ido diversas vezes com os meus cães, quando ali funcionava uma clínica veterinária.
(... malhas que o tempo tece...)
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E agradou-me... agradou-me mesmo muito. Uma recuperação interior muito simpática, a luz, a leveza do mobiliário, os recantos... e também o exterior, o jardim, mais recantos... apetece!

A recuperação é do arquitecto João Mendes Ribeiro.
Daqui tirei algumas fotografias.






quinta-feira, 13 de outubro de 2011

♬ ♬ ♬



eu gosto...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

liberdade de escolha


"Era uma livraria que vendia um único livro. Havia 100 mil exemplares numerados do mesmo livro. Como em qualquer outra livraria os compradores demoravam-se, hesitando no número a escolher."

Gonçalo M. Tavares, in O Senhor Brecht, Editorial Caminho, 2004.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

confesso...

É verdade, confesso, que não gosto nada dessa coisa dos trabalhos de dona de casa...

Mas, este domingo não tive outro remédio senão "tricotar" uns legumes em forma se sopa....


Não é para me gabar, mas até ficou boa !...

Ainda tive paciência para apanhar umas florzinhas.... ai! ai!....

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

obrigado excelências
















Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

apple

Não sei de quem é a imagem.... encontrei-a aqui...
Mas está perfeita!...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

... para a minha filha

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

lenga-lenga

Disse você ou não disse
O que disse que você disse?
Porque se você disse
O que não disse que você disse,
Que disse você?


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lenda de Santarém

A lenda de Santarém remonta ao ano de 1215 AC, quando reinava na Lusitânia o príncipe Gorgoris, chamado de “O Melícola”, por ter ensinado o seu povo a extrair mel dos favos das abelhas.
Um dia, Ulisses de Ítaca chegou à foz do Tejo com os seus navios onde decidiu descansar por algum tempo antes de regressar à Grécia.
Hóspede de honra de Gorgoris, Ulisses conheceu a sua filha Calipso por quem se apaixonou.
Do amor de Ulisses e da bela Calipso nasceu um filho, Ábidis.
Quando Gorgoris soube do sucedido perseguiu Ulisses para o castigar, mas este, avisado da fúria de Gorgoris, fugiu para ítaca.
Para esconder a desonra de sua filha, Gorgoris mandou que pusessem Ábidis dentro de um cesto e o atirassem ao Tejo.
O cesto boiou nas águas e, em vez de se perder no mar, subiu pelo rio até encalhar perto de uma gruta que servia de covil a uma loba.
A loba adoptou a criança, amamentou-a e protegeu-a.
Ábidis tornou-se um belo rapaz que se alimentava de peixes do rio e frutos silvestres, e estava habituado a conviver com os animais.
Mas um dia, uns caçadores surpreenderam aquele rapaz selvagem, capturaram-no e levaram-no à presença de Calipso – sua mãe.
Calipso reconheceu em Ábidis, através de um sinal de nascença, o seu filho desaparecido.
Quando soube que o neto tinha sido encontrado, Gorgoris que não tinha herdeiro varão resolveu educá-lo como seu sucessor.
Ábidis tornou-se assim no rei dos lusitanos, um rei justo, sábio e humano que mandou edificar uma cidade no lugar onde viveu os primeiros vinte anos de sua vida.
A essa cidade chamou “esca-ábidis", que significa "manjar do príncipe Ábidis", o primeiro nome da cidade de Santarém cujos habitantes são hoje conhecidos por escalabitanos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

sabedoria popular - 7


"Águas passadas não movem moinhos"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Amendoeiras em flor

Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota.
Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente.
Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que, quando florissem, as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade.
Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indescritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

sabedoria popular - 6

"Quem semeia ventos, colhe tempestades"

terça-feira, 6 de setembro de 2011

...

sábado, 3 de setembro de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

quadras do Aleixo


Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
querer um Mundo novo a sério.





António Aleixo
Retrato de Tóssan - 1943