Vós que lá do vosso Império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
querer um Mundo novo a sério.
António Aleixo
Retrato de Tóssan - 1943
Retrato de Tóssan - 1943
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Esta lenda está associada a um antigo padrão de pedra em Barcelos, de origem desconhecida, que tem em si gravados, em baixo relevo, a Virgem, S. Paulo, o Sol, a Lua e um Dragão de um lado e do outro um Cristo Crucificado, um Galo e Santiago sustentando um enforcado.
À noite, observaram com espanto que o galo se cobria de penas novas, se levantava e batia asas para cantar com energia. Correram todos para o lugar da forca e encheram-se de espanto ao ver o peregrino vivo, com uma corda lassa à volta do pescoço, apesar de estar pendurado. Atemorizados por este facto insólito, libertaram o peregrino galego, deixando-o seguir o seu caminho. Diz-se que em agradecimento pela ajuda de Santiago, o peregrino, passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a Santiago.
Ao nascer do dia 16 de Setembro, de 1182, D. Fuas Roupinho caçava nas suas terras junto ao litoral quando avistou um veado que, de imediato, começou a perseguir. De súbito, surgiu um denso nevoeiro que se levantava do mar. O veado dirigiu-se para o cimo de uma falésia. D. Fuas, no meio do nevoeiro, isolou-se dos seus companheiros. Quando se deu conta que estava no topo da falésia, à beira do precipício, em perigo de morte, reconheceu o local. Estava mesmo ao lado de uma gruta na qual se venerava uma imagem de Nossa Senhora com o Menino. Rogou então: Senhora de Nazaré, Valei-me!. Imediata e milagrosamente o cavalo estacou, fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa.